quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fausto Sampaio: 1893-1956

Num blog onde se procura priveligar a imagem não podiam faltar pintores de Macau de tempos mais antigo. O pintor português Fausto Sampaio (1893-1956) é um deles.
Fausto Sampaio nasceu em Alféolas, Anadia em 1893. A incapacidade auditiva que o atingiu ao 22 meses de idade tornou-o surdo-mudo mas isso não o impediu de ter uma grande sensibilidade para se exprimir através da pintura. Atinge o auge da sua carreira artística nas décadas de 30 e 40 do século XX, época em que realizou grande parte das suas obras nas províncias ultramarinas e que lhe valeram o título de "Pintor do Império". Em algumas províncias esteve só de passagem, em Macau e S. Tomé, demorou-se mais tempo e tornou-se residente.
Residência do Presidente da Melco (companhia de Electricidade) no monte da Penha; ao fundo, o Porto Interior.
Artista singular do período naturalista, de transição para o modernismo, a sua obra revela o conhecimento e admiração pelo Oriente, o que o levou também a aderir ao “orientalismo”, característico da pintura da sua época. As suas obras, fruto da vivência nas terras por onde viajou, como Goa, Diu, Damão ou Timor, mas também daquelas em que viveu, como Macau, exprimem a atmosfera, os contrastes, a paisagem, a luz, as figuras e as formas próprias de cada uma.
Possuidor de grande mestria técnica (dizia-se que o seu pincel tinha olhos, cérebro e alma), e de uma sensibilidade inigualável, Fausto Sampaio foi um impressionista de grande versatilidade e um paisagista nato; realizou obras únicas em que a rápida pincelada e a extrema facilidade de manejar a espátula, lhe permitiram captar a impressão dos momentos que viveu, instantes quase palpáveis, fazendo-os perdurar para sempre.
Retrato de Jack Braga (ver outro post) desenhado por Fausto Sampaio em Macau no ano de 1936... desenhou também a carvão, por exemplo, José Vicente Jorge, um retrato que se perdeu num incêndio

1 comentário:

  1. "só hoje te conheci Fausto Sampaio"... tinha eu apenas 6 anos quando partiste, admirei tanto o teu espatulado que, só posso dizer que as tuas telas impressionaram-me duma maneira tal, que nos fálam...para sempre.

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