terça-feira, 15 de agosto de 2017

La précarité au défi des siècles


No "Cahiers d'outre-mer", edição nº 157 de Janeiro/Março de 1987, o belga Jacques Denis - director do departamento de geografia da faculdade de Namur -  assina o artigo "Macao : la précarité au défi des siècles". Trata-se de uma retrato sócio-económico do território no início da década de 1980 que abrange os seguintes temas: Deux mots d'histoire; Le cadre physique; La population; Les structures économiques; Industries manufacturières; Le commerce extérieur; Le tourisme; Les infrastructures; Deux mots de prospective.
Excerto:
"Façades aux tons pastels, ornées de balcons ouvragés et de lourdes portes de bois cloutées, boutiques chinoises bariolées, marchés grouillant de vie et de couleurs, temples écrasés sous leurs toits de tuiles vernissées, églises baroques flamboyantes, forteresses aux puissantes murailles, entrelacs de ruelles accrochées aux pentes des colines, il n'est pas facile, à Macao, de se situer dans le temps e dans l'espace. (...)"


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Kit Yee Tong

Kit Yee Tong, the oldest martial arts club in Macao
Standing opposite to the historic Na Tcha Temple of Mount Hill is a humble two-storey compound home to a kung fu legend more than a century old. It began in 1914, when a group of local kung fu practitioners formed a lion dance troupe to participate in the firecracker-grabbing races during major festivals. The team soon attracted more like-minded people and, in 1921, it officially transformed into a martial arts club called Kit Yee Tong, or the congregation of righteous men.
Li Fok Nga, an established kung fu expert from Hainan, was invited to be the master coach of Kit Yee Tong. Master Li specialised in Wu Hsing Hong Quan (Five Forms Fist), a kung fu style that simulates five animals – Dragon, Tiger, Leopard, Snake, and Crane. Taking the simple compound on Mount Hill as a teaching base, he quickly became a highly respected figure within the neighbourhood.
The passion for kung fu dissemination was soon overshadowed by an urge to defend the country. When the Japanese invasion of Manchuria began in 1931, Master Li volunteered to join the legendary 19th Route Army of the National Revolutionary Army, fighting in the First Battle of Shanghai. Appointed as the coach of a machete squad, he led his fellow fighters in midnight attacks on Japanese military camps. While Master Li and other warriors were risking their life on the battlefield, people in Macao were filled with a sense of patriotism. Members of Kit Yee Tong, along with other devoted individuals and associations, organised dragon dance and kung fu performances to raise funds to support China against the Japanese invasion. Unfortunately, Master Li became very sick during his military service and was commanded to return to Macao for better medical treatment. His health continued to deteriorate; he passed away at the age of 45.
Today, Master Li is remembered as the pioneer of Kit Yee Tong. A memorial tablet affixed to the entrance of the compound commemorates his wartime contributions. His training weapon, a rusted trident more than a metre long, is regarded as a spiritual mascot by the members of Kit Yee Tong. Na Tcha Festival is the biggest annual event for Kit Yee Tong. Since its establishment in 1921, the club has sent lion dance troupe to take part in the celebration each year.
Excertos de artigo de Cathy Lai e António Sanmarful in Macao, nº 41, Julho 2017. Segue-se uma tradução livre dos excertos.
A “Ou Kong Si San Kit Yee Tong” é a mais antiga associação desportiva de artes marciais chinesas em Macau.
Em frente ao histórico templo de Na Tcha, nas traseiras das ruínas de S. Paulo fica um pequeno edifício de dois pisos, que alberga uma lenda do kung fu há mais de um século. Tudo começou em 1914 quando praticantes locais de kung fu formaram um grupo de dança do leão para participar nas festividades chinesas. O grupo depressa cresceu e em 1921 foi formado oficialmente um clube de artes marciais chamado Kit Yee Tong, cuja tradução significa congregação de homens justos.
Li Fok Nga, um especialista estabelecido em kung fu de Hainan, foi convidado a ser o principal treinador do clube.  O mestre Li era especializado em Wu Hsing Hong Quan (Five Forms Fist), um estilo de kung fu que assenta a sua base nos movimentos de cinco animais: Dragão, Tigre, Leopardo, Serpente e Grou (ave). A paixão pela disseminação do kung fu seria ofuscada pelo um desejo de defender o país aquando da invasão japonesa da Manchúria em 1931 e o Mestre Li foi como voluntário para o lendário 19º batalhão do Exército Nacional Revolucionário, lutando na primeira batalha de Xangai.
Por Macau, a Kit Yee Tong, juntamente com outras associações organizaram performances de dança de dragão e leão bem como demonstrações de kung fu com o objectivo de arrecadar fundos para apoiar a China contra a invasão japonesa. O mestre Li acabaria por adoecer e regressar a Macau onde morreu aos 45 anos sendo desde então lembrado como o pioneiro do clube Kit Yee Tong.
Um quadro evoca a sua memória, bem como a sua arma de treino, um tridente enferrujado de mais de um metro de comprimento, considerado a mascote espiritual pelos membros do Kit Yee Tong. Desde a fundação em 1921 a Kit Yee Tong participa no festival em honra de Na Tcha.
Sugestão:
Se está por Macau por estes dias, não perca a oportunidade única de assistir ao “Encontro de Mestres de Wushu 2017”, um evento de celebração de artes marciais tradicionais entre 10 e 13 de Agosto. Durante o encontro, que reúne alguns dos melhores mestres mundiais de Wushu, estão previstos vários eventos que combinam elementos desportivos, turísticos e culturais: “Suncity Grupo CKF Desafio Internacional de Combate - Macau”, “Festival Wushu de Verão”, “Competição Internacional de Taolu”, e “SJM IV Campeonato Asiático das Danças de Dragão e de Leão”.
Nota: Wushu significa literalmente a “arte da guerra” e é uma expressão que designa todas as artes guerreiras, militares ou marciais. O kung fu faz portanto parte do Wushu, mas é apenas um estilo/arte marcial entre centenas que se praticam na China e um pouco por todo o mundo.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Selo D. Maria II

Os selos com efígie da rainha D. Maria II foram os primeiros selos postais portugueses emitidos em Julho de 1853 com cunho de Francisco de Borja Freire e impressos na Casa da Moeda.
Inspirados nos selos ingleses de relevo da emissão de 1847/1848, os selos D. Maria II apresentavam um busto da rainha semelhante ao das moedas em circulação na época.
Foram postos à venda com o valor facial de 5, 25, 50 e 100 réis e Portugal tornava-se o 45º país a adotar o selo postal.
De acordo com os especialistas, houve várias reimpressão destes selos: em 1863 para satisfazer requisições de correios estrangeiros; em 1885 para formar 500 colecções a fornecer às diversas administrações membros da União Postal Universal; em 1905 para oferecer a ao rei Afonso XIII de Espanha, e finalmente em 1953 por ocasião da exposição filatélica internacional, que coincidiu com o centenário do selo postal português. Em cima um selo comemorativo feito para o Ultramar português - no caso, para a Guiné - com o selo D. Maria II de 25 réis.

Envelope com o selo emitido para circular em Macau que assinalou o centenário do selo português (para o Ultramar); carimbo de 3.3.1954 com marca 1º dia de venda; o valor facial do selo D. Maria II é de 5 réis.
Selo dos Correios de Macau que assinalou o centenário do selo português em 1953

domingo, 6 de agosto de 2017

Aconteceu em Mong Há

Foi há muitos, muitos anos…
Um dia, ao fim da tarde, um bul-bul de dorso verde azeitona, manchado de amarelo, fugiu de uma das gaiolas de bambu de hastilhas finas, onde o seu dono acabara de prender um lindo bebedouro em porcelana pintada. A ave voou para um dos ramos da maior árvore do Largo do Arvoredo, em Mong-Há, e ficou a balouçar-se assustada, errando à toa, sem saber para onde ir, ignorante dos caminhos da liberdade. Saltava, de ramo em ramo, entontecida, alheia ao desespero do seu velho dono, que a adquirira por bom preço e a via agora aparecer e desaparecer entre a folhagem verde escura da árvore de gondom (1).
Um rapaz azougado da aldeia, que assistira à cena, subiu lesto à árvore para apanhar o pássaro fugitivo. Porém, quando agarrou a ave, o tronco onde se apoiava cedeu ao seu peso e, desamparadamente, veio despenhar-se, de muito alto, sobre o velho banco de pedra onde os anciãos se reuniam a jogar cheong kei (2).
A queda foi fatal. Nenhum remédio foi eficaz para o curar. Foi chamado o mais famoso médico tradicional da aldeia, que achou a cura impossível. Veio a man-héong-pó. Veio o bonzo de Tou, famoso pelas suas artes mágicas curativas, que morava para as bandas de San Kiu. Tudo em vão. O rapaz morreu nos seus verdes anos, desastrosamente, sem ter cumprido a sua missão na terra. Para mais, era mau filho; não cumpria os seus deveres para com a sua velha mãe, obrigando-a a trabalhar arduamente para o sustentar, enquanto passava os dias a divagar pela cidade, jogando dados e cartas de pau (3), sem nada fazer de útil.
A partir de então, aquela árvore passou a ser temida. Na sua densa ramagem passara a habitar uma alma faminta, um espírito errado, um kwâi. Os aldeões de Mong-Há evitaram, desde aí, passar, de noite, pelo Largo do Arvoredo fronteiro ao Kun Iâm Ku Miu, onde se encontrava aquela árvore malissombrada, a mais frondosa do terreiro.
Contavam-se várias histórias…
Á-Fai, um aguadeiro da aldeia, que residia perto do chi tei (4) do Kun Iâm Ku Miu, possuía, para o transporte da água que vendia aos moradores da cidade, uma pequena zorra de madeira, onde levava os môk tong (5) cheios do precioso líquido. De noite, este pesado carro ficava na rua, diante da sua casa. O kwâi da árvore fronteira divertia-se, então, a deslocá-lo, por vezes para enormes distâncias, as quais, no dia seguinte, o aguadeiro tinha de percorrer, antes de iniciar a sua faina. E isto porque um dia Á-Fai troçara dos aldeões que acreditavam naquele kwâi que residia na grande árvore, a mais velha de Mong-Há.
De outra vez, o lou lei pak (6) da aldeia, homem já muito idoso, ao passar a desoras pelo Largo do Arvoredo, viu alguns garotos a trepar e a brincar perigosamente empoleirados nos ramos da famigerada árvore. Receoso de alguma queda desastrosa, incentivou-os, mandando-os para casa. Eram horas de dormir. Não eram horas de brincar! Como resposta, foi agredido por uma saraivada de pedras. É que aqueles garotos eram kwâis que vinham brincar com o outro que ali residia há muitos anos.
Não só os chineses, porém, eram alvo das diabruras daquela pobre alma penada. Um dia, um militar português, seguindo, de noite, em direcção à chácara da família Senna Fernandes, quando subia a chamada ladeira de San Tei num jerinxá manual, ao aproximar-se do Largo do Arvoredo, foi quase arremessado ao chão, porque o jerinxá parou bruscamente. O cule sentiu, de repente, que não podia avançar, porque o peso do seu carrinho de um só lugar aumentara inexplicavelmente, ultrapassando a capacidade de tracção dos seus braços. O militar, irritado, pensando ser manha do condutor, deu-lhe um pontapé, com certa violência. Imediatamente recebeu uma forte bofetada dada por mão invisível. É que se tratava do kwâi que vivia na árvore mofina e que se apoiara no jerinxá, fazendo-o assim parar mercê do peso adicional. A bofetada dada pelo kwâi foi de tal ordem que o militar ficou em estupor e com a boca torta (7).
Com a abertura da Avenida Coronel Mesquita o grande largo do Kun Iâm Ku Miu foi amputado e, com ele, as suas velhas árvores, entre as quais a malissombrada, que ninguém ousara, até ali, abater.
Árvore com leng… árvore respeitável. Mas também árvore onde morava um kwâi.
Vieram os bonzos. Queimaram-se papéis. Fizeram-se orações para que os deuses não se ofendessem com as transformações impostas à aldeia. E houve, ainda, quem se lembrasse do rapaz que, há muito, muito tempo, por causa de um bul-bul, passara a viver no imaginário colectivo da população pacífica de Mong-Há.
Artigo da autoria de Ana Maria Amaro in Revista Macau, Julho 1996
(1) Nome de Macau dado às árvores-de-pagode (árvores do género Ficus, cujos frutos têm a forma de pequenas esferas).
(2) Xadrez chinês.
(3) Dominó chinês. 
(4) Pequeno altar exterior dedicado a Tou Tei, o Espírito do Solo. 
(5) Baldes chineses de transporte de água, feitos em madeira.
(6) Guarda-nocturno e marcador de períodos horários.
(7) Forma local de referir acidentes vasculares cerebrais

sábado, 5 de agosto de 2017

O Polícia Sinaleiro

Função em vias de extinção, o polícia sinaleiro marca uma época em Macau (anos 50 a 70) em especial nos cruzamentos da San Ma Lou com a Av. da Praia Grande e, como comprova a imagem, no cruzamento da rua do Campo, junto ao jardim de S. Francisco. A regulação do trânsito era feita muitas das vezes numa peanha, um pequeno pedestal. Na imagem, destaque para o Pavilhão Octagonal, o Colégio Santa Rosa e para os edifícios residenciais, incluindo o edifício Ribeiro onde, anos mais tarde - depois da demolição - surgiria o cineteatro.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Un petit bout de Portugal en mer de Chine


Em Agosto de 2010 o jornal Le Monde publicava um artigo dedicado a Macau intitulado "Macau, un petit bout de Portugal en mer de Chine". Jacques Denis assim o texto que a seguir se transcreve:
"Près de Hong Kong, l'ancien comptoir portugais redevenu chinois n'est pas intégralement tapissé de casinos. Ses bâtiments anciens témoignent de son passé mouvementé.
Nichée en haut d'une butte, l'église Madre de Deus se dresse face aux marches qui dévalent sur la place de la compagnie de Jésus. De cet édifice qui fut l'un des premiers construits par l'ordre religieux en Orient, il ne reste plus que la façade 400 ans plus tard. Tout comme à quelques pas de là, les ruines du collège Saint-Paul, la première université sur le modèle occidental en Asie.
Ces deux lambeaux d'histoire témoignent malgré les aléas et les siècles de la présence durable des Portugais dans ce confetti d'empire, en lisière de l'Extrême-Orient. A quelques brassées de Hong-Kong, non loin de Canton, au cœur du delta de la rivière des Perles, la fragile péninsule de Macau se laisse découvrir à pied, à travers les dédales de ruelles obscures aux rues relookées. A chaque détour, l'œil se fixe sur des détails du luxe et du lustre d'antan.
Malgré son rattachement à la République populaire de Chine en 1999, l'ancien comptoir de moins de trente kilomètres carrés persiste à faire valoir sa différence, symbolisée par un statut spécial, un régime politique unique et une monnaie spécifique, le pataca. L'administration comme la signalétique affichent d'ailleurs la particularité de Macau en trois langues: chinois, portugais et anglais. Visible sur les murs, cet héritage métis est encore vivace, à l'image de la tolérance multiconfessionnelle de cette cité dont la devise est : "Cité du nom de Dieu, il n'y a pas plus loyale."
En 1957,
Joseph Kessel évoqua "une côte blanche et discrète, alanguie, engourdie même dans son quartier chinois d'un charme qui tournait toujours à l'envoûtement. On eût dit qu'une opération magique avait transporté des rives atlantiques l'essence du Portugal à la pointe extrême de la baie de Canton." En juillet 2005, le Macau lusophone sera inscrit au patrimoine mondial de l'Unesco, histoire de préserver le centre-ville historique, érigé ici avant que la ville moderne ne gagne inexorablement du terrain sur la mer.
Palais baroques portugais et temples bouddhiques, places finement tressées de dalles bichromes et forts aux solides remparts, Macau a plus d'un atour à faire voir : il suffit de cheminer entre le quartier San Ma Lo, qui fut le poumon commercial de la ville, et la péninsule Penha en front de mer, qui reste le meilleur endroit pour savourer la cuisine macanaise, du nom de la population créole, fruit des unions entre Portugais et Chinois.
A deux pas de là, la maison du Mandarin compile avec élégance styles chinois, portugais et indien tandis que le temple A-Ma accueille des cars de dévots bouddhiques... Avec, en toile de fond, des buildings qui grattent le ciel dans cette cité devenue en 2007 la capitale mondiale du jeu. En levant les yeux, le promeneur découvre au loin le phare de Guia, le plus ancien des mers de Chine du Sud, qui se situe sur le point culminant de la ville, au beau milieu d'un parc surpeuplé de gymnastes zen.
Un cliché emblématique de cette faille spatio-temporelle... Tout comme le vieux quartier de Tapai aligne vastes demeures coloniales et petites maisons chinoises, dont les murs gardent le souvenir émouvant des siècles passés , et qui sont désormais menacés par l'irruption de tours aux dimensions surréalistes."


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Escola do Magistério Primário

Pelo Decreto nº 46616 de 13.11.1965 foi criada em Macau a Escola do Magistério Primário destinada a 'criar' professores primários. Ficou instalada no edifício das Escolas Primárias Oficiais que recebeu para o efeito mais um piso, sendo as instalações inauguradas a 28 de Maio de 1966. A partir de 1982 passou também a proporcionar cursos de Auxiliares de Educação Pré-Escolar e de Habilitação de Monitores de Língua Portuguesa do Ensino Luso-Chinês.Funcionou até 1990 com a criação da Escola Superior de Educação da Universidade da Ásia Oriental.

Teor do decreto:
A expansão do ensino primário no ultramar deverá ser acompanhada do aumento de professores convenientemente preparados em estabelecimentos de ensino adequados.
Na província de Macau o problema atinge particular acuidade e urge procurar obviar à falta de professores de ambos os sexos que ali se verifica.
Nestes termos:
Atendendo ao que propôs o Governo de Macau;
Por motivo de urgência, tendo em vista o disposto no § 1.º do artigo 150.º da Constituição;
Usando da faculdade conferida pelo n.º 3.º do artigo 150.º da Constituição, o Ministro do Ultramar decreta e eu promulgo o seguinte:
Artigo 1.º É criada, em conformidade com as disposições do Decreto 44240, de 17 de Março de 1962, uma escola do magistério primário em Macau.
Art. 2.º A escola terá o quadro docente mencionado no artigo 4.º do Decreto 44240, de 17 de Março de 1962, observando-se no seu provimento o disposto nos §§ 1.º a 11.º do mesmo artigo.
Art. 3.º A prática pedagógica será realizada na escola oficial do ensino primário que for designada para o efeito pelo chefe da Repartição Provincial dos Serviços de Educação, ou em escola anexa à do magistério primário, com a designação de escola de aplicação, se assim for classificada pelo governador, ou, pelo menos, vier a ser instituída com tal classificação.
Art. 4.º O estágio será realizado em escolas primárias oficiais, sob a direcção de professores orientadores, aos quais será abonada gratificação enquanto durar o estágio.
Art. 5.º O director da escola do magistério primário será o professor de Pedagogia, Didáctica Geral e História da Educação, ao qual será atribuída uma gratificação permanente pelo exercício das funções de direcção.
Art. 6.º Enquanto as circunstâncias o aconselharem, poderá o governador nomear professores do ensino secundário e primário da província para ministrarem o ensino na escola do magistério primário, em regime de acumulação, percebendo, como gratificação, as importâncias que cabem ao exercício de cargos acumulados, segundo o disposto no artigo 60.º do Estatuto do Funcionalismo Ultramarino.
Art. 7.º É da competência dos órgãos legislativos provinciais a fixação das demais gratificações previstas no presente decreto, e bem assim das quantias destinadas a remunerar lições.
Art. 8.º Com vista ao regular funcionamento da escola, será aumentado o quadro burocrático dos serviços de educação com um segundo-oficial e um dactilógrafo e criados dois lugares de contínuo e dois de servente, mas o seu provimento não será realizado enquanto se não verificar a sua indispensabilidade.
Art. 9.º Fica o Governo da província de Macau autorizado a abrir os créditos necessários para a execução deste decreto, com contrapartida em recursos orçamentais.
Art. 10.º (transitório). No corrente ano lectivo fica o Ministro do Ultramar autorizado a fixar por despacho as datas dos exames de admissão à escola e o período abrangido pelo 1.º semestre escolar.
Publique-se e cumpra-se como nele se contém.
Paços do Governo da República, 26 de Outubro de 1965 - Américo Deus Rodrigues Thomaz - António de Oliveira Salazar - Joaquim Moreira da Silva Cunha.
Para ser publicado no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ainda a "Casa dos Rapazes"


A propósito de um post já de 2015 sobre a "Casa dos Rapazes e a Obra Social da PSP" fica esta imagem onde se pode ver o edifício do lado esquerdo, numa das margens do reservatório na década de 1960/70.
PS: Em Julho último o blogue registou 12.156 pageviews, numa média diária de 392 clics.